“Deixei-me seduzir completamente pela Oftalmologia”

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A crescente evolução da medicina torna cada vez mais os procedimentos usados eficientes. A Oftalmologia não é exceção, tal como constata Augusto Magalhães. Com vários anos de experiência em oftalmologia pediátrica e estrabismo, acompanhou em primeira mão as maiores alterações, tal como nos diz nesta entrevista apaixonante.

 

OftalPro: Porquê a sua dedicação à Oftalmologia?

Augusto Magalhães: Durante muitos anos tencionei ser engenheiro. Enquanto estudante do ensino secundário, as minhas preferências iam para as áreas da Matemática e da Física. Por isso, fiz todo o Liceu na perspetiva de seguir Engenharia. A minha opção pela Medicina foi uma espécie de impulso, uma decisão tomada pouco antes da candidatura ao ensino superior. A escolha da Oftalmologia também não foi uma decisão tomada com antecedência. Tinha consciência que a opção por uma determinada especialidade estaria dependente da oferta proporcionada pelo mapa de vagas e pela minha nota no exame de acesso. Por essa razão, fiz a melhor preparação que pude e esperei para ver as ofertas da especialidade médico-cirúrgica. Confesso que até ao último momento estive muito hesitante entre a Oftalmologia e a Cirurgia Plástica. Uma vez em Oftalmologia, deixei-me seduzir completamente pela especialidade e procurei posteriormente envolver-me numa área onde pudesse dar um contributo importante ao meu serviço, onde pudesse ser uma mais-valia para a minha instituição.

OF: O estrabismo e a oftalmologia pediátrica absorvem os seus conhecimentos? Porquê decidir enveredar por estas áreas?

AM: No meu tempo de internato não se falava de oftalmologia pediátrica. O tratamento oftalmológico das crianças era realizado por todos os oftalmologistas que não tinham qualquer diferenciação em patologia oftalmológica infantil. Nessa altura, o professor Castro Correia, diretor do serviço de oftalmologia do Hospital São João (HSJ), tinha implementado uma organização departamental do serviço e várias subespecialidades da Oftalmologia. Foi assim que entrei para o quadro do serviço com perfil de clínica e cirurgia do estrabismo, depois de dois anos de treino nessa área com o doutor Jorge Breda, que teve a generosidade de me convidar para trabalhar na sua secção. Só posteriormente é que me dediquei, em conjunto com o doutor Breda, às variadas vertentes da oftalmologia pediátrica. Este percurso foi uma paixão e um desafio permanente. Procuramos o conhecimento em muito locais de referência e fomos adquirindo a nossa experiência à custa do enorme volume de doentes que temos na nossa consulta. Beneficiamos também do excelente departamento de pediatria do nosso hospital. Os desafios e o grau de exigência que os serviços de pediatria nos colocam foram fundamentais para a nossa evolução como oftalmologistas pediátricos. Foi assim que a secção se tornou referência no Hospital São João e em Portugal.

A entrevista na íntegra na próxima OftalPro.

 

18 Abril 2013
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