Tratamento promissor distinguido em Lisboa

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O prémio António Champalimaud de Visão 2014 foi entregue no dia 10 de setembro a sete investigadores estrangeiros pela conceção da terapia anti-angiogénica, para a tratamento da cegueira.

Napoleone Ferrara, Joan Miller, Evangelos Gragoudas, Patricia D’Amore, Anthony Adamis, George King e Lloyd Paul Aiello foram os cientistas abrangidos pelo prémio, no valor de um milhão de euros.

A terapia consiste em impedir o nascimento de vasos sanguíneos, controlando a proteína responsável pelo processo, a partir de outros através de dois medicamentos, Avastin e Lucentis.

Desta forma, os cientistas ponderaram que é possível prevenir, na maioria dos casos, a cegueira e recuperar parte da visão em doentes com retinopatia diabética ou com degeneração macular relacionada à idade em estado inicial.

Napoleone Ferrara descobriu há 25 anos a proteína VEGF (fator de crescimento endotelial vascular), responsável pelo crescimento excessivo de vasos vasculares e, assim, do aparecimento de tumores. O cientista italiano desenvolveu uma molécula para bloquear a ação irregular das células, a bevacizumab, conhecida pelo medicamento Avastin.

Os restantes premiados constataram que a mesma situação se passava na retina, responsabilizando a VEGF por casos de cegueira ou perda gradual da visão.

Assim, desenvolveram um fármaco mais indicado para a aplicação no olho, o ranibizumab (Lucentis).

Ferrara, em declarações à agência Lusa, disse que este tratamento já permitiu tratar milhões de pessoas em todo o mundo.

11 Setembro 2014
Atualidade

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