Baixa visão pode beneficiar da tecnologia comum

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A Universidade do Minho, em conjunto com a Universidade Anglia Ruskin e o Hospital Moorfields (Inglaterra), concluiu que as novas tecnologias podem ser úteis para pessoas com deficiências visuais.

António Filipe Macedo, coautor do estudo e responsável do laboratório de reabilitação visual do Centro de Física do Minho disse, em entrevista ao ‘site’ Hospital do Futuro, que a investigação teve “dois objetivos fundamentais: determinar o nível de utilização dos equipamentos (smartphone, tablet, ereader) por pessoas com deficiência visual; determinar quais as acessibilidades que são realmente usadas por pessoas com deficiência visual. No entanto, e no contexto do projeto “Prevalence and costs of visual impairment in Portugal: a hospital-based study” (PTDC/DTP-EPI/0412/2012), temos tido necessidade de adaptar instrumentos de análise do impacto da deficiência visual, usando a tecnologia, e este estudo serviu também para verificar a viabilidade da implementação dos instrumentos nestes dispositivos”.

A população abrangida pelo estudo compreendia as idades 24 a 34 anos, no caso português, e 45 a 54 anos, em Inglaterra. Todos utilizadores de tecnologias, como computadores e telemóveis, e portadores de problemas visuais.

“O que mais transparece deste nosso estudo é que a utilização de tecnologia por parte das pessoas com deficiência visual começa agora a ser massiva. Isso acontece porque finalmente as acessibilidades disponibilizadas nos dispositivos são úteis e não apenas uma formalidade imposta pela lei. Para além das acessibilidades, é possível desenvolver aplicações relativamente baratas que vão de encontro às necessidades das pessoas que veem mal. Desta forma, penso que estudar, viajar e trabalhar são tarefas que ficam ao alcance das pessoas com deficiência, algo que até agora não acontecia, porque simplesmente a pessoa não era capaz de consultar um horário de comboio ou autocarro. Um exemplo desta possibilidade é a aplicação move-me”, explicou o especialista.

Conclui que estes doentes devem ser aconselhados a usar mais equipamentos como ajudas visuais, e que os fabricantes e produtores de aplicações têm em atenção as necessidades mais especiais dos doentes visuais.

18 Novembro 2014
Atualidade

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