Portugueses lideram descoberta de subestruturas cerebrais

Uma equipa liderada por portugueses descobriu subestruturas cerebrais com diferentes perfis de conetividade que afetam a parte motora e não-motora do ser humano e que, por isso, podem ajudar as equipas médicas a melhorar os alvos dos procedimentos neurocirúrgicos de estimulação cerebral profunda para obter melhores resultados em doenças como a distonia ou a doença de Parkinson. Os resultados acabam de ser publicados numa das revistas mais prestigiadas do mundo na área da Neurociência, a NeuroImage.

Os investigadores portugueses chegaram a esta conclusão através do estudo de uma parte do cérebro chamada GPi (Globus Pallidus Internus), que se situa na zona central do cérebro e é composta por estruturas cerebrais que têm funções primárias. O GPi é um dos alvos de uma técnica chamada DBS (Deep Brain Stimulation ou Estimulação Cerebral Profunda), que coloca elétrodos dentro da cabeça dos doentes, uma espécie de pacemaker cerebral, e ajuda a melhorar os sintomas, dependendo sempre do alvo a atingir, isto é, se estamos a falar da doença de Parkinson, distonia, entre outros.

1 Março 2017
Atualidade

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