Prémios Pfizer 2017 distinguem descoberta sobre visão

Imagem da notícia: Prémios Pfizer 2017 distinguem descoberta sobre visão

Segundo o jornal Público, “uma médica oftalmologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) percebeu que o cérebro passa por um processo de adaptação quando um doente com cataratas é submetido a uma cirurgia e coloca lentes multifocais. Uma investigadora do Instituto Medicina Molecular (IMM) de Lisboa demonstrou, em ratinhos, que uma redução calórica de 30% na dieta abranda a multiplicação de parasitas da malária, tornando a infeção menos agressiva. E um neurocientista da Fundação Champalimaud percebeu que os neurónios que libertam dopamina, que os doentes com Parkinson perdem, são sobretudo necessários para iniciar um movimento”. Estes são os três projetos vencedores da 61ª edição dos Prémios Pfizer.

Andreia Rosa, oftalmologista do CHUC, venceu o prémio instituído por uma parceria entre os laboratórios Pfizer e a Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa, na categoria de Investigação Clínica, no valor de 20 mil euros. A especialista decidiu espreitar, através de exames de ressonância magnética funcional, o cérebro de 30 doentes que foram submetidos a uma cirurgia para cataratas. O estudo, explica Andreia Rosa, partiu da perceção de que existia um pequeno grupo de pessoas (entre 4 a 12 %) que colocavam estas lentes multifocais (que permitem uma visão de longe, perto e média distância sem óculos) com queixas de encadeamento, halos e brilhos (disfotópsias).

Percebeu que, nos casos estudados e que envolveram a colocação de lentes multifocais para resolver o problema, o “cérebro” precisa de um período de adaptação a esta nova ajuda para ver melhor ao longe, ao perto e a média distância. Estes doentes foram seguidos durante seis meses e notou-se que “sobretudo nos primeiros tempos, são activadas zonas do cérebro associadas à aprendizagem e à execução de tarefas difíceis”. No fim do estudo, praticamente todos os doentes já não precisavam de usar com a mesma intensidade as zonas do cérebro que os ajudaram na adaptação. Ou seja, o trabalho comprovou também a capacidade para a aprendizagem visual e plasticidade de um cérebro adulto, e que normalmente está associada a idades mais jovens.

Saiba mais aqui.

24 Novembro 2017
Oftalmologia

PUBLICIDADE
|MIDO 2022
`

Notícias relacionadas

Programa PECIR disponibiliza formação online

Em associação com o CIRP, o PECIR é um “programa de formação em córnea e cirurgia implanto-refrativa” que tem por “base teórica um conjunto de temas que estão disponíveis numa plataforma on-line”. O conteúdo é disponibilizado online pela SPO Jovem.

Ler mais 17 Setembro 2021
AtualidadeEventos e FormaçãoOftalmologia