Mais de 2 milhões de portugueses veem mal

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No dia em que se celebra o Dia Mundial da Optometria – 23 de março – a Associação de Profissionais Licenciados em Optometria (APLO) lança um estudo intitulado “Saúde da Visão – Impacto Socioeconómico”, onde se conclui o custo socioeconómico da falta de regulamentação do acesso à profissão de optometrista em Portugal, com prejuízos entre 203 e 722 milhões de euros em quebras de produtividade, relacionadas com problemas de visão.

Em 2014, Portugal assumiu o compromisso “Saúde de Visão Universal” da Organização Mundial de Saúde (OMS) para reduzir a deficiência visual e a cegueira evitável em 25% até 2019. Este compromisso implicava a implementação de planos nacionais para a saúde da visão, com medidas como a inclusão de cuidados de visão no Sistema Nacional de Saúde, a formação de mais profissionais qualificados como oftalmologistas, enfermeiras e optometristas e a garantia de que todas as camadas da população conseguem ter acesso a consultas de cuidados primários da saúde visual: optometria.

O estudo avança que a perda de produtividade causada por deficiências visuais custa a Portugal entre 203 a 722 milhões de euros. O custo estimado pela APLO para colocar 1.000 profissionais (1 por cada 10.000 habitantes) de optometria no SNS seria de 28 milhões de euros por ano, um décimo do que se perde em produtividade. Este investimento permitiria também reduzir a zero os tempos de espera no acesso a cuidados primários de saúde visual em todo o país. Quase dois terços dos casos de perda de visão, sobretudo na faixa etária acima dos 50 anos, são causados por diagnósticos tardios, erros de refração e cataratas, sendo por isso, evitáveis.

23 Março 2018
Oftalmologia

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