Ordem dos Médicos alerta para escassez de profissionais

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A Ordem dos Médicos deixou o aviso: uma parte significativa das urgências dos hospitais públicos entraria em colapso se os médicos acima dos 50 anos deixassem de fazer urgência, como prevê a lei.

A lei define que os médicos com mais de 50 anos estão dispensados de fazer urgências noturnas e, se tiverem mais de 55 anos, também estão dispensados das urgências diurnas.

O bastonário da OM chamou a atenção para “o número muito significativo de médicos com 50 e mais anos” que continua a assegurar urgências noturnas e diurnas. Segundo Miguel Guimarães, “os profissionais têm dado gritos de alerta e não estão a ser atendidos. Qualquer dia chegam a um estado de desmotivação e de exaustão tal que, porventura, aqueles que não têm obrigação de fazer urgência e têm direito a deixar de o fazer, podem deixar de o fazer. Isso teria um impacto muito grande nos serviços de urgência de uma forma geral”.

Guimarães afirma estar “muito preocupado” com a desvalorização que responsáveis políticos têm demonstrado “sobre o que está a acontecer no terreno” no Serviço Nacional de Saúde.

13 Julho 2018
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