Diabéticos negligenciam rastreios oftalmológicos

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Já no próximo dia 29 de setembro comemora-se o Dia Mundial da Retina e, neste âmbito, a SPO alerta a população para a retinopatia diabética atestando que menos de metade dos doentes com diabetes fazem rastreios visuais.

Estima-se que, em Portugal, cerca de um milhão de pessoas viva com diabetes.

Os dados que constam do Programa Nacional para a Saúde da Visão acrescenta que nem metade destes portugueses foram alguma vez avaliados por um oftalmologista.

“As pessoas com retinopatia diabética vêem limitada a realização do seu potencial de vida, além de se tornarem membros menos ativos na sociedade civil”, refere Carlos Marques Neves, oftalmologista e coordenador do Grupo Português de Retina e Vítreo da SPO.

Apesar de não existirem dados definitivos sobre a prevalência da retinopatia diabética em Portugal, dados de um estudo recente avançam para a existência de, pelo menos, 250 mil diabéticos tipo 2 com retinopatia, em várias fases da doença.

“Um doente com diabetes deve fazer regularmente um exame médico ocular para detetar as alterações iniciais da retinopatia diabética”, reforça Carlos Marques Neves. “Mas, sem um esquema nacional implantado, a maioria dos diabéticos não realiza rastreios ou seguimento adequado da sua retinopatia”, alerta o oftalmologista.

Recentemente, a Direção-Geral da Saúde emitiu um conjunto de normas, 016/2018, dirigidas aos médicos do SNS, para a realização do rastreio da retinopatia diabética. Estas recomendações definem ainda o esquema de seguimento e orientação até ao tratamento, que implica a criação de centros de diagnóstico e tratamento integrado.

26 Setembro 2018
AtualidadeOftalmologia

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