Textura da retina pode alertar para doença de Alzheimer

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Engenheiros biomédicos da Duke University desenvolveram um novo dispositivo de imagem capaz de medir a espessura e a textura das várias camadas da retina na parte posterior do olho. O avanço pode ser usado para detetar um biomarcador da doença de Alzheimer, oferecendo potencialmente um sistema de alerta precoce para a doença.

“Pesquisas anteriores observaram um adelgaçamento da retina em pacientes com Alzheimer, mas adicionando uma técnica de dispersão de luz à medida, descobrimos que a camada de fibra nervosa da retina também é mais áspera e mais desordenada”, disse Adam Wax, professor de engenharia biomédica da Duke. “A nossa esperança é que possamos usar este insight para criar um dispositivo de triagem simples e barato, que não estaria disponível apenas no consultório do médico, mas em locais como a farmácia local”.

Atualmente, os diagnósticos da doença de Alzheimer são feitos quando o paciente começa a mostrar sintomas de declínio cognitivo. Se o progresso da doença puder ser interrompido por intervenções precoces, como medicamentos e exercícios mentais, os pacientes podem ter uma qualidade de vida muito melhorada. É por isso que os investigadores procuram biomarcadores que possam ser usados ​​como sinais de alerta precoce do Alzheimer. Um desses potenciais biomarcadores vem da retina, que é literalmente uma extensão do cérebro e parte do sistema nervoso central.

Os resultados deste estudo apareceram online a 13 de maio na revista Scientific Reports. Saiba mais aqui.

20 Maio 2020
AtualidadeOftalmologia

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