Capital psicológico e local de trabalho saudável: uma nova visão na liderança

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Artigo de opinião da autoria de Ana Ruiz, psicóloga e enfermeira.

Num contexto global cada vez mais instável – marcado por crises económicas, mudanças sociais rápidas e profundas transformações no mercado de trabalho – a capacidade de uma organização prosperar depende, em grande medida, da forma como cuida dos seus colaboradores. No setor da visão, onde o contacto humano é constante e a confiança é a base da relação com o cliente, esta realidade torna-se ainda mais evidente. 

Mais do que produtos ou tecnologia, são as pessoas que fazem sempre a diferença. E é precisamente por essa diferença que o construto de segunda ordem, como o Capital Psicológico Positivo, marca a vantagem competitiva no mercado de trabalho, contribuindo consequentemente para a sua sustentabilidade. 

Uma nova lente para ver a liderança 

O termo Capital Psicológico (PsyCap), cunhado por Luthans e colaboradores, representa um conjunto de recursos internos que impulsionam o desempenho, a motivação e a saúde psicológica dos trabalhadores. Compreende quatro mecanismo cognitivos fundamentais: autoeficácia (crença nas próprias capacidades), esperança (capacidade de definir objetivos e caminhos para os alcançar), otimismo realista (expectativa positiva sustentada em dados e estratégia) e resiliência (capacidade de adaptação e superação de adversidades). 

Estes recursos não são apenas desejáveis — são mensuráveis, treináveis e fortemente correlacionados com indicadores de bem-estar, produtividade e engagement. E, ao contrário de outras variáveis organizacionais, o PsyCap é influenciado diretamente pelas práticas de liderança e cultura institucional. 

O papel dos líderes no setor da visão 

No dia a dia de uma empresa, as exigências vão além da técnica. Os profissionais lidam com clientes vulneráveis, com necessidades específicas e, muitas vezes, em estados emocionais frágeis. Neste cenário, o papel do gestor não é apenas coordenar tarefas, mas criar um ambiente de suporte, confiança e crescimento. Um espaço onde os colaboradores se sintam seguros para poderem contribuir, errando, aprendendo e inovando no seu dia a dia. 

Investir no desenvolvimento do Capital Psicológico das equipas é uma forma estratégica de aumentar a sua capacidade de adaptação a contextos incertos — algo particularmente relevante num setor que enfrenta desafios como a crescente tecnologia/ inteligência artificial, a pressão concorrencial e as exigências crescentes dos consumidores. 

Leia o artigo completo na OftalPro 69.

19 Dezembro 2025
Opinião

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