“O glaucoma pediátrico exige uma rede que vá muito além da clínica”

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A Associação Nacional de Glaucoma Pediátrico (ANGP) nasceu com a missão de apoiar crianças com glaucoma pediátrico e as suas famílias, uma área onde a informação, o acompanhamento e a articulação entre profissionais continuam a ser insuficientes. Em entrevista à OftalPro, Dora Rolo, presidente da direção da ANGP, explica os desafios clínicos e sociais do glaucoma pediátrico em Portugal, o papel da associação e as oportunidades de colaboração com a comunidade médica. 

A ANGP nasceu para responder às necessidades de famílias e crianças com glaucoma pediátrico. Como resumem hoje a missão da associação e o que vos distingue neste ecossistema tão específico? 

A ANGP surgiu para ser um pilar de apoio às crianças com glaucoma pediátrico e às suas famílias. A nossa missão assenta em três eixos fundamentais: apoiar, informar e promover o bem-estar destas famílias, oferecendo acompanhamento emocional, educativo e social. Destacamo-nos por fomentar uma rede ativa e colaborativa que liga famílias, terapeutas, professores, profissionais de saúde e investigadores — criando um ecossistema inovador centrado na criança e nas suas reais necessidades. 

Quantos associados têm atualmente? Qual é o perfil típico — profissionais de saúde, investigadores, famílias? 

A ANGP reúne atualmente mais de 200 associados, maioritariamente famílias e amigos de crianças com glaucoma. A nossa comunidade tem vindo a crescer e a diversificar-se, contando também com profissionais das áreas médica, educativa e social. Esta pluralidade tem sido essencial para o desenvolvimento das nossas atividades e para o fortalecimento da rede de apoio que a associação representa. 

Quais são as principais áreas de atuação da ANGP? 

O glaucoma pediátrico manifesta-se frequentemente desde o nascimento, surpreendendo famílias que raramente estão preparadas para lidar com a doença e os seus procedimentos complexos. A falta de acompanhamento estruturado torna ainda mais necessária a criação de uma rede de apoio como a ANGP. A nossa atuação distribui-se por três grandes áreas: apoio emocional e social às famílias; educação e sensibilização sobre o glaucoma pediátrico e a colaboração em redes de investigação clínica e inovação biomédica. Desenvolvemos grupos de apoio, encontros familiares e ações formativas, procurando dar uma resposta holística às múltiplas dimensões desta condição rara. 

Leia a entrevista completa na OftalPro 70.

25 Março 2026
EntrevistasOftalmologia

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