Brain Prize 2026 distingue investigação sobre toque e dor
As descobertas permitiram uma melhor compreensão de condições como dor crónica e hipersensibilidade sensorial, criando bases para terapias mais direcionadas.
David Ginty, da Faculdade de Medicina de Harvard, e Patrik Ernfors, do Instituto Karolinska, receberam o Brain Prize 2026 pelo trabalho pioneiro na identificação dos neurónios responsáveis pela deteção de estímulos mecânicos, térmicos e dolorosos, bem como pelo mapeamento das vias neurais que transmitem esta informação até ao cérebro
Na oftalmologia, este avanço é particularmente relevante devido à elevada inervação da córnea e ao impacto crescente da dor ocular neuropática, síndrome de olho seco e hipersensibilidade corneana. O novo conhecimento poderá contribuir para abordagens terapêuticas mais precisas e personalizadas nestas patologias.
A distinção com o Brain Prize 2026 confirma, assim, que a investigação básica em neurociência continua a ser um motor essencial para inovação terapêutica transversal — incluindo na oftalmologia, onde compreender a dor poderá ser tão importante quanto preservar a visão.

David Ginty 
Patrik Ernfors
Imagem capa: Frederik André Henrik Christian, Rei da Dinamarca
4 Maio 2026
Prémios