SPO “De Olho na Cultura” revisita as cataratas de Claude Monet

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No artigo publicado no site da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), o oftalmologista Miguel Raimundo analisa como a progressão das cataratas de Claude Monet marcou profundamente a sua experiência visual e, consequentemente, a sua obra artística.

“Claude Monet (1840-1926), um dos pais do Impressionismo e famoso pelos seus nenúfares, começou a desenvolver cataratas bilaterais por volta dos 60 anos. Em 1913, consultou o oftalmologista Richard Liebreich, que recomendou cirurgia, mas Monet recusou”, escreve.

O autor explica que a perda de nitidez, a distorção das cores e a crescente opacificação da visão não foram apenas um desafio clínico, mas um ponto de viragem que transformou a forma como Monet percebia e representava o mundo.

As suas pinturas deste período revelam tonalidades mais escuras, contornos difusos e um afastamento gradual do detalhe — sinais claros do impacto da doença.

O artigo destaca ainda a importância da cirurgia de cataratas a que Monet acabou por se submeter, permitindo-lhe recuperar parte da visão e retomar o controlo sobre a sua paleta.

Fonte: Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

15 Dezembro 2025
Sociedade

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