SPO “De Olho na Cultura” destaca Francisco Goya
Num artigo publicado no site da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, intitulado “A arte como último olhar”, o médico oftalmologista Walter Rodrigues explica que “quando a visão falha, o olhar pode tornar-se ainda mais profundo”.
Francisco José de Goya y Lucentes nasceu em Fuendetodos, Aragão, era filho de José Benito de Goya y Franque e de Gracia y Lucentes Salvador. É considerado o mais importante artista espanhol do final do século XVIII e início do séc. XIX. Trabalhou como pintor da Corte da Coroa Espanhola em 1786, retratista, cronista e inovador radical na gravura e tapeçarias em estilo Rococó projetados para o Palácio Real.
É frequentemente chamado “o último dos Velhos Mestres e o primeiro dos modernos”. Influenciou profundamente artistas como Manet, Picasso e os modernistas. Inicialmente ganhava a vida como dourador, especializado em arte sacra e decoração de igrejas. Em 1763 e 1766 submeteu seus trabalhos para a Real Academia de Belas Artes de São Fernando, mas ambas foram negadas.
Foi para Roma, então capital da cultura da Europa, tendo regressado a Saragoça em 1771. Entre 1792 e começo de 1793, Goya sofreu uma doença grave que o deixou temporariamente paralisado, parcialmente cego e permanentemente surdo, transformando radicalmente a sua visão do mundo e a sua pintura. Tornou-se retraído e introspetivo enquanto a direção e o tom do seu trabalho mudaram, e fez uma série de gravuras publicadas em 1799 chamadas Caprichos.
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31 Agosto 2026
Sociedade