SPO “De Olho na Cultura” revisita a história das primeiras blefaroplastias

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Num artigo publicado no site da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), a oftalmologista Cátia Azenha revisita a evolução histórica da blefaroplastia. O texto recorda os primeiros procedimentos descritos ao longo da história da medicina e mostra como a cirurgia palpebral evoluiu até às técnicas modernas utilizadas atualmente.

No artigo, Cátia Azenha destaca que a blefaroplastia, atualmente associada ao rejuvenescimento do olhar e à melhoria funcional das pálpebras, tem origens muito anteriores ao conceito moderno de cirurgia estética. As primeiras intervenções surgiram sobretudo da necessidade de corrigir alterações funcionais e deformidades perioculares, acompanhando a evolução do conhecimento anatómico e das técnicas cirúrgicas. “O procedimento antigo consistia em fazer uma dobra com o excesso de pele palpebral superior e prender esta entre duas barras de madeira apertadas. A pele pregueada entrava em isquémia por falta de vascularização, necrosava de forma controlada e caía, removendo-se assim o excesso de pele”, explica.

Ao longo dos séculos, a cirurgia palpebral foi sendo aperfeiçoada, tornando-se progressivamente mais segura, precisa e personalizada. Hoje, a blefaroplastia pode ter uma finalidade estética, mas também funcional, especialmente em casos em que o excesso de pele das pálpebras interfere com o campo visual ou provoca desconforto ocular.

Segundo a autora, o desenvolvimento da oculoplástica acompanhou igualmente a evolução da oftalmologia moderna, integrando técnicas menos invasivas e abordagens que procuram preservar a funcionalidade palpebral, ao mesmo tempo que melhoram os resultados estéticos.”Atualmente a blefaroplastia é um procedimento cirúrgico sofisticado e delicado que pode recorrer à tecnologia laser e que, com cicatrizes inaparentes, permite rejuvenescer e melhorar a aparência do olhar”, sublinha.

Fonte: Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

11 Maio 2026
Sociedade

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