“Doentes pouco sensíveis à prevenção das doenças oculares”

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OftalPro: Porquê a sua “entrega” à oftalmologia?
António Roque Loureiro: Eu tenho um princípio na vida: a capacidade de adaptação das pessoas determina o seu futuro. É evidente que nem todos escolhemos aquilo que queríamos ou aquilo que pensávamos que seria o melhor para nós, mas é dessa capacidade de adaptação que nasce, de facto, um percurso de vida. As escolhas são sempre difíceis e eu fui influenciado por um colega de faculdade, o doutor António Travassos, porque ele começou como monitor de oftalmologia e fez comigo o serviço médico à periferia. Sempre fomos muito próximos, ainda hoje somos muito amigos, e ele teve alguma influência, de facto, na minha ida para oftalmologia.

OF: A que subespecialidade se dedica de modo mais activo?
ARL: Dentro da oftalmologia, a área que sempre me interessou e aquela à qual me dediquei foi a área da patologia vítreo-retiniana. Sempre foi a minha área de preferência, até porque comecei por ser responsável, ainda nos Hospitais da Universidade de Coimbra, pela área da angiografia, nessa altura o elemento de diagnóstico essencial da patologia retiniana, e isso condicionou todo o meu interesse e toda a minha apetência futura para esse tipo de patologia.

OF: O que falta fazer nessa área em termos de investigação?
ARL: Felizmente, nos últimos 10 anos tem-se dado passos importantes ao nível dos grandes centros de investigação e de ensaios para a melhoria da qualidade do resultado final, tanto da cirurgia como das doenças não cirúrgicas. Há grandes grupos de investigação, em todo o Mundo, que estão a fazer o futuro da oftalmologia ao nível da patologia retiniana. Ao nível cirúrgico, os avanços também têm sido enormes. Quando entrei para a especialidade estavam a ser dados os primeiros passos da área da vitrectomia; até aí a intervenção limitava-se aos descolamentos da retina e o advento da vitrectomia permitiu a resolução de uma série de problemas. O desenvolvimento da segurança e da qualidade dos procedimentos foi extraordinária: permitiu alargar o tratamento a inúmeras patologias que até então não tinham solução e vamos continuar num caminho seguramente de progresso e melhoria e a introdução de terapêuticas farmacológicas ao nível da patologia vítreo-retiniana está em desenvolvimento constante; portanto vamos ter cada vez mais possibilidades terapêuticas para oferecer aos nossos doentes.

Veja a entrevista na íntegra na OftalPro 15

 

19 Dezembro 2011
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