Lentes de contacto que ajudam a ver no escuro

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Nos Estados Unidos da América está a ser desenvolvida uma tecnologia que possibilita ver melhor no escuro com lentes de contacto.

Na Universidade do Michigan, Thedore Norris e Zhaohui Zhon, líderes da investigação, estão a utilizar o grafeno para desenvolver fotorrecetores e, assim, criar um mecanismo de visão térmica.

Este semimetal pode ser muito fino, só tem um átomo de espessura, mas é extremamente resistente.

As suas propriedades eletrónicas e mecânicas permitem absorver luz em grande plenitude, desde a ultravioleta a infravermelhos. Esta característica é o alvo de estudo dos cientistas.

No entanto, tendo em conta as dimensões reduzidas do grafeno, apenas absorve quase dois por cento da luz que incide na sua superfície.

A tecnologia, para já, consiste em duas camadas deste material sobrepostas, separadas por uma outra em forma de túnel. Quando a luz incide na superior, criam-se eletrões quentes e uns buracos de alta energia que encaminham a luminosidade para a camada inferior.

Durante o processo, a camada superior fica com os tais buracos carregados com energia positiva, que vão por sua vez produzir um efeito de propagação electroestática que vai alterar a “leitura” da camada inferior.

O que a equipa pretende fazer é medir as alterações da energia, que lhes vai permitir detetar ao certo o brilho. Desta forma, Norris e Zhon vão poder configurar a camada inferior para um transístor de efeito de campo, que vai proporcionar um ganho intrínseco e, desta forma, ampliar a corrente, ultrapassando a limitação do grafeno.

A técnica pode ser aplicada em lentes de contacto, integrada nos telemóveis ou até num olho eletrónico.

Este trabalho já foi publicado na revista científica Nature Nanotechnology. A equipa pondera, para já, fazer uma câmara de infravermelhos.

9 Abril 2014
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