Prémio Champalimaud de Visão distingue investigadores pelo tratamento de doenças da córnea

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O Prémio António Champalimaud de Visão distinguiu este ano Claes Dohlman, da Suécia, e Gerrit Melles, dos Países Baixos, pelo trabalho desenvolvido no tratamento das lesões da córnea. O prémio, no valor de 1 milhão de euros, foi entregue aos dois médicos-cientistas, numa cerimónia em Lisboa, que teve lugar no dia 15 de setembro. O júri considerou que os conhecimentos dos investigadores melhoraram as intervenções cirúrgicas e possibilitaram transplantes com córneas artificiais.

Segundo a Fundação Champalimaud, os dois investigadores distinguidos abriram “novos caminhos na investigação e tratamento de doenças da córnea, devolvendo a visão a milhões de pessoas e impedindo que outras fiquem cegas no futuro”.

“As lesões ou distúrbios da córnea são, há muitos anos, uma das principais causas de cegueira em todo o Mundo. Estes dois médicos-cientistas mudaram e aceleraram de forma decisiva o caminho para o tratamento desta doença. Um conhecimento mais aprofundado da camada externa transparente do olho, bem como a possibilidade de garantir uma abordagem melhorada e mais económica à cirurgia e ao transplante da córnea são essenciais para enfrentar este flagelo”, diz a Fundação em comunicado.

Gerrit Melles, médico-especialista em córnea e fundador Netherlands Institute for Innovative Ocular Surgery, em Roterdão,  contribuiu para o melhoramento da cirurgia da córnea, aumentando a esperança e a qualidade de vida a milhões de pessoas operadas. O tratamento de doenças na córnea com o uso mínimo de técnicas cirúrgicas invasivas, desenvolvido por Melles nos últimos 20 anos, acelerou a reabilitação visual dos pacientes e diminuiu o risco de complicações que requereriam tratamentos adicionais.

A investigação que Clares H. Dohlman tem desenvolvido ao longo da sua vida deu-lhe o título de “pai da ciência moderna da córnea”. O médico-cientista sueco é agora premiado pela córnea artificial que desenvolveu, capaz de devolver a visão aos pacientes, especialmente a daqueles que se encontram num estado demasiado danificado para conseguir beneficiar de um transplante adicional, através de doadores. A córnea artificial, conhecida como “Boston Cornea” (ou “KPro”), inicialmente pensada na década de 60, é atualmente usada a nível global. De acordo com a Fundação Champalimaud, estima-se que mais de 700 dos maiores especialistas em córnea do mundo tenham sido formados por Dohlman.

Imagem retirada do site da Fundação Champalimaud

21 Setembro 2022
AtualidadeOftalmologia

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