ULS Almada-Seixal é referência nacional na colheita e transplantação de córneas
Com mais de 500 colheitas e 400 transplantes realizados ao longo dos últimos 16 anos, o Hospital Garcia de Orta (HGO), integrado na ULS Almada-Seixal (ULSAS), afirma-se como uma das principais referências nacionais na área do Banco de Olhos e Transplantação (BOT), sendo atualmente também unidade fornecedora de córneas para outras instituições do Serviço Nacional de Saúde. O ano de 2025 marca os valores mais elevados de atividade desde a criação do programa, num contexto de crescimento sustentado, maior complexidade clínica e evolução técnica contínua.
O Hospital Garcia de Orta iniciou a atividade de colheita e aplicação de córneas em 2010, no seguimento de um processo de autorização muito exigente acompanhado pela Direção-Geral da Saúde. Fruto da pressão assistencial, a atividade de transplantação rapidamente evoluiu – em número e em complexidade –, e a instituição passou a receber, inclusive, referenciações de outras áreas do país.
Em 2015, fruto deste crescimento, o Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Oftalmologia da ULSAS constituiu o Banco de Olhos e Transplantação, passando a disponibilizar córneas aos seus parceiros protocolados do Serviço Nacional de Saúde. Ao longo de 16 anos de atividade nesta área somam-se mais de 500 colheitas de córnea e 400 transplantes de córnea no HGO, tendo os valores anuais mais altos sido registados em 2025 – 50 e 61, respetivamente.
Em 2025, na sequência de uma auditoria externa, o IPST concluiu que “a atividade de doação, banco de tecidos e aplicação de córneas na ULS Almada Seixal, assenta em processos bem estruturados e devidamente organizados, evidenciando um elevado nível de rigor na execução das atividades inerentes”. Nas conclusões, os auditores destacam também “o eficaz trabalho em equipa, (…), bem como a existência de registos completos, organizados e acessíveis” e, ainda, a “qualidade e segurança da atividade desenvolvida”.
O Banco de Olhos e Transplantação é coordenado por uma equipa multidisciplinar liderada por Nuno Campos, diretor do CRI de Oftalmologia, e integra ainda a enfermeira gestora Élia Santos, a oftalmologista Inês Machado, responsável pelo controlo de qualidade e processamento de tecidos e células, e a enfermeira Patrícia Torrado, coordenadora da unidade e responsável pela gestão da qualidade, contando com o apoio de toda a equipa do CRI de Oftalmologia.

15 Julho 2026
Atualidade