Portugal caminha para excesso de médicos

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José Manuel Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, alerta que, “neste momento, Portugal ainda não tem médicos a mais, mas está a caminho de os ter” e, por isso, defende restrições no acesso aos cursos superiores.O bastonário diz que “excesso de profissionais reduz a qualidade global do exercício da Medicina no país e mercantiliza a saúde”.

José Manuel Silva admite que a sua posição pode ser vista como “excessivamente corporativa”, mas alega que, “para proteger os doentes, não devemos ter médicos a menos, que criam dificuldades de acesso aos cuidados de saúde, mas não devemos ter médicos a mais, porque isso leva a uma mercantilização da saúde e dos doentes. Deve haver um equilíbrio”, resume.

Para José Manuel Silva, “estamos a formar técnicos cuja qualidade é reconhecida na Europa e, por isso, vêm cá contratar médicos portugueses que vão para o estrangeiro a custo zero beneficiar outros doentes e outras economias e não aqueles doentes e aquela economia que permitiram a sua formação”.

Quando questionado sobre se Portugal tem médicos a mais, José Manuel Silva respondeu: “Neste momento, Portugal ainda não tem médicos a mais no exercício da profissão, mas está a caminho de os ter, de tal forma que, para a próximo ano, 200 a 300 jovens não irão ter nenhuma vaga de especialidade para poderem tirar a especialidade”.

2 Janeiro 2013
Atualidade

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