No verão 20% dos portugueses sofre de conjuntivite alérgica

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Com a chegada do verão a incidência da conjuntivite alérgica aumenta, o que geralmente representa um impacto negativo na qualidade de vida do afetado.

Manuel Monteiro Grillo, presidente da SPO – Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, alerta para esta problemática e dá alguns conselhos de prevenção e tratamento que já atinge cerca de 20% da população nacional.

Manuel Monteiro Grillo começa por explicar que: “A conjuntivite alérgica sazonal é um dos tipos mais frequentes das alergias oculares. Ocorre quando um alergeno (agente estranho capaz de provocar alergia) irrita a conjuntiva, uma membrana fina e transparente que reveste o olho e a parte interior das pálpebras. Geralmente os primeiros sintomas a que devemos estar alertas são caracterizados pelo lacrimejar do olho, por prurido (comichão), edema da conjuntiva (olhos inchados) e olhos vermelhos”.

Contudo, uma alergia deste género pode ser prevenida e tem tratamento, conclui o presidente da SPO: “O primeiro passo no tratamento passa por diminuir o contacto com o agente desencadeante. O uso de bonés de pala e óculos de sol também diminui o contacto dos pólens com a superfície ocular, constituindo uma medida simples e eficaz no combate à alergia ocular”.

“Mediante a gravidade das queixas e dos sinais clínicos, o tratamento pode passar pelo uso de compressas frias, lágrimas artificiais e colírios antialérgicos. Nas formas mais graves da conjuntivite alérgica como a queratoconjuntivite vernal e queratoconjuntivite atópica, utilizam-se agentes mais fortes como corticosteroides ou outros imunossupressores. Toda a medicação deve sempre ser receitada e controlada pelo oftalmologista, tendo em conta os graves efeitos secundários que pode originar”.

25 Junho 2018
AtualidadeOftalmologia

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