Prémio Champalimaud distingue terapia genética que cura cegueira hereditária

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O Prémio António Champalimaud de Visão, o maior do mundo na área, foi atribuído a sete investigadores que desenvolveram uma terapia genética para uma forma de cegueira infantil hereditária. O galardão é composto por uma bolsa no valor de um milhão de euros.

O prémio foi atribuído ao investigador norte-americano Michael Redmond, que descobriu uma terapia genética para a amaurose congénita de Leber, uma forma de cegueira infantil, e à equipa que a desenvolveu, formada por Jean Bennett, Albert Maguire, Robin Ali, James Bainbridge, Samuel Jacobson e William Hauswirth.

A terapia consiste em “substituir um gene danificado por um gene normal”, afirmou Albert Maguire, adiantando que a equipa conseguiu “usar um vírus, que não causa nenhuma doença, para levar o gene normal às células nervosas”.

Segundo a organização, a descoberta constitui a primeira terapia genética que consegue curar uma doença hereditária e abre caminho para o desenvolvimento de outras.

O trabalho baseou-se na clonagem de um gene e pelo reconhecimento do seu papel no metabolismo da vitamina A para a visão. Essa clonagem permitiu a reposição do gene no olho, o que restaura a visão.

5 Setembro 2018
AtualidadeOftalmologia

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