“Em 2050, uma em cada duas pessoas vão sofrer de miopia”

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No dia em que se assinala o Dia Mundial da Visão, a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) alerta para várias alterações aos hábitos diários nas famílias provocadas pela pandemia.

De acordo com a instituição “com o confinamento, a maioria das pessoas acabaram por estar isoladas, tendo recorrido aos aparelhos eletrónicos não só para trabalharem e estudarem, mas também para lazer. Para as crianças, a pandemia também trouxe uma nova realidade, levando-as a passarem prolongados períodos em frente ao ecrã”.

Segundo Joaquim Murta, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, “a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que nas próximas décadas poderá ocorrer um crescimento da incidência de miopia. Em 2050, 50% das pessoas em todo o mundo serão míopes, ou seja, uma em cada duas pessoas vão sofrer desta doença (5 biliões) e cerca de 1 bilião sofrerá de miopia elevada, com todas as complicações que daqui resultam.

Sobre o impacto da pandemia nos tratamentos de saúde o diretor do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra revela que “houve uma enorme quebra nos cuidados de saúde. Temos realizado um enorme esforço a tentar compensar este deficit, com trabalho adicional e com teleconsultas”, revela o especialista.

Apesar de, segundo dados da OMS, a “cada cinco segundos haver uma pessoa que cega no mundo, 80% de todas as causas de deficiência visual são evitáveis ou podem ser tratáveis mediante prevenção adequada”. Para Joaquim Murta “muitas das doenças são silenciosas. Existem agora tratamentos, que não havia outrora, que possibilitam evitar e tratar situações que poderão tornar-se irreversíveis, com todas as consequências sociais e financeiras associadas”.

“Em termos de meios técnicos e humanos, existem em Portugal centros de excelência no tratamento de doenças oculares, assim como um número de Oftalmologistas acima da média europeia. É obrigatório que os Portugueses previnam e tratem as doenças oculares”, atenta Joaquim Murta.

O Relatório Mundial da Visão, recentemente divulgado, deixa também o alerta: a procura global por cuidados oftalmológicos “deve aumentar nos próximos anos não só devido ao crescimento e envelhecimento como também devido a mudanças no estilo de vida”. Os especialistas defendem que nas próximas décadas “poderão aumentar drasticamente o número de pessoas com doenças oculares, deficiência visual e cegueira”.

14 Outubro 2021
AtualidadeOftalmologia

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