CHUdSA cria primeiro Banco de Córneas de Cultura do país

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Na passada sexta-feira, dia 13 de outubro, o Centro Hospitalar Universitário de Santo António (CHUdSA) lançou o primeiro Banco de Córneas de Cultura em Portugal. A cerimónia contou com a presença do Ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

“A disponibilidade de tecidos disponíveis para transplantação de córneas continua a ser a principal limitação para um aumento do número de doentes tratados. A criação deste pioneiro Banco de Córneas vai permitir implementar uma metodologia laboratorial para processamento em meio de cultura, para além da tradicional conservação a frio, tendo como vantagens o alargamento dos critérios de elegibilidade para colheita e a extensão da validade dos tecidos, o que vai permitir aumentar significativamente o número de córneas disponíveis para transplante, assim como a sua qualidade”, explica Pedro Menéres, diretor do Serviço de Oftalmologia CHUdSA.

Na atualidade, o Hospital de Santo António obtém 150 a 200 córneas por ano, um número insuficiente para a necessidade do seu programa.

A criação deste Banco de Cultura e Processamento de Córneas vai aumentar significativamente o número de córneas disponíveis para transplante, permitindo também a disponibilização de córneas excedentárias para outras unidades de saúde.

Evolução do Programa de Transplantação de Córnea

O Hospital Geral de Santo António foi pioneiro, em Portugal, na transplantação de Córnea. Foi, em 1958, que realizou a sua primeira intervenção, numa época em que também poucos centros no mundo o faziam. Entre 1958 e 1980, foram efetuados 198 transplantes de córnea, o que representava uma média de nove por ano.

Em 1980, o hospital voltou a inovar com a criação do Banco de Olhos para córneas refrigeradas, metodologia que permitiu a conservação das córneas dadoras por alguns dias, possibilitando assim uma atividade mais regular.

Ao longo destes anos, este Serviço de Oftalmologia esteve sempre na vanguarda, introduzindo diferentes técnicas cirúrgicas, passando, em 2015 a realizar mais transplantes lamelares que transplantes totais e em 2021 a atividade para ambulatório, que se traduziu em melhorias significativas em termos de conforto para os doentes, bem como numa maior eficiência dos tempos cirúrgicos, possibilitando assim operar mais doentes em menos tempo.

O resultado foi um aumento considerável de intervenções neste período de 42 anos, passando para cerca de 150 a 200 transplantes/ano, nas duas ultimas décadas, o que totalizou 4755 cirurgias.

No entanto, a disponibilidade de tecidos disponíveis para transplantação continuou a ser a limitação para um aumento do número de doentes tratados.

Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, a discursar na cerimónia.

19 Outubro 2023
AtualidadeOftalmologia

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