“O intercâmbio entre a Sociedade e os associados é uma riqueza da SPO”

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Quem o diz é Pedro Menéres, presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), que em entrevista à OftalPro após ser eleito falou dos projetos da direção para o biénio e fez o diagnóstico da oftalmologia, dentro e fora de portas.

Entre desafios e oportunidades, que caminho segue a oftalmologia em Portugal?  

Com esta digitalização da sociedade, há efetivamente maiores desafios do ponto de vista individual. Existe um investimento em literacia e, por isso, maior conhecimento da sociedade que a faz procurar tratar patologias e, portanto, conseguimos em muitos casos não ter situações tão avançadas como tínhamos anteriormente. Em termos públicos, há dificuldades em responder a toda a procura, mas são sistemas que são complementares com o sistema social e o sistema privado, que, no fundo, têm hoje ferramentas mais evoluídas do que anteriormente. Vemos que há um acesso a cuidados de saúde por maior consciencialização da população, que temos maiores capacidades e desempenho e acesso a novas terapêuticas que, por exemplo na degenerescência macular ligada à idade e na retinopatia diabética, vieram permitir melhorias significativas dos resultados em muitos casos e noutros o evitar de uma progressão negativa, que antes era certa. Essas juntaram-se às áreas que já tinham soluções eficazes, mas que continuam a desenvolver novos dispositivos, por exemplo, na cirurgia de glaucoma, novas lentes intraoculares para cirurgia de catarata e cirurgia refrativa. Ao mesmo tempo, há avanços nas áreas mais diversas de diagnóstico da neuro-oftalmologia. Há uma participação mais crescente e importante dos oftalmologistas na área da cirurgia de pálpebras e oculoplástica. Todas estas áreas têm crescido com mais qualidade e melhores resultados. 

Como é que gostaria que fosse lembrada a sua passagem pela presidência da SPO?  

O presidente é o líder da equipa, mas todos em conjunto, de forma altruísta, entregam uma parte importante do seu tempo à Sociedade e desejam que ela evolua positivamente. Pretendemos que as iniciativas tenham crescimento de qualidade, gostávamos de ver a revista de oftalmologia com maior indexação internacional, que os sócios reconhecessem que a biblioteca digital se tornou um ativo fundamental, que conseguimos estar mais próximo deles e da população através dos vários canais de comunicação. Deixar marca nas publicações, que é material científico que fica para o futuro, contribuindo para um crescimento do poder de atuação de cada associado. Este intercâmbio, entre a Sociedade e os seus associados, é uma riqueza da SPO. Estamos certos de que vamos conseguir deixar uma boa marca, e impactar positivamente o percurso da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia em 2025 e 2026. 

Leia a entrevista completa na OftalPro 67.

16 Maio 2025
Entrevistas

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