“A Clínica do Olhar nasceu do desejo em oferecer um ecossistema de excelência”

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Formada em Oftalmologia, e com especialização em Oculoplástica e Órbita, Sandra Prazeres criou no ano passado a Clínica do Olhar, a primeira em Portugal dedicada exclusivamente às pálpebras, órbita e vias lacrimais, onde todos os dias trabalha com “humanismo e inovação”.  

O que a motivou a criar a Clínica do Olhar? E quais foram os principais desafios na criação deste projeto? 

A motivação principal foi identificar uma lacuna no nosso país. Os pacientes com patologia palpebral, orbitária ou lacrimal eram frequentemente tratados no estrangeiro ou em contextos de oftalmologia geral ou cirurgia plástica que, apesar de excelentes, não tinham a diferenciação e o foco que casos complexos exigem. A Clínica do Olhar nasceu do desejo em oferecer um ecossistema de excelência: um espaço onde o conhecimento hiperespecializado, a tecnologia mais avançada e um atendimento humanizado se unissem para oferecer o melhor resultado possível ao paciente, melhorando a sua qualidade de vida e autoestima. Sendo um projeto pioneiro, o primeiro desafio foi o burocrático e logístico, de criar uma unidade de saúde de raiz com todos os requisitos de segurança e qualidade. O segundo foi o investimento em tecnologia de ponta, que é fundamental para a cirurgia moderna. Por fim, um desafio conceptual: educar o público e até alguns colegas para a importância e as vantagens de um centro hiperespecializado. No entanto, o apoio da comunidade médica e o entusiasmo dos pacientes superaram todos os obstáculos, permitindo que a Clínica do Olhar se tornasse uma referência desde a sua abertura em 2024. 

Como olha para o papel das clínicas especializadas no campo da saúde visual em Portugal? 

Vejo as clínicas especializadas como pilares fundamentais na saúde visual em Portugal. Elas preenchem lacunas nos serviços gerais, funcionam como polos de excelência que concentram talento, tecnologia e experiência numa área muito específica. Isto permite-lhes não só oferecer tratamentos de vanguarda para casos complexos, que servem de referência para toda a comunidade, mas também impulsionar a investigação e a formação. No contexto português, onde o Serviço Nacional de Saúde é sobrecarregado, estas clínicas promovem inovação, acessibilidade e prevenção, contribuindo para uma oftalmologia mais avançada e centrada no paciente. Ao elevarem o padrão de cuidado numa determinada área, beneficiam todo o sistema e, em última análise, o paciente, que passa a ter acesso às opções terapêuticas mais modernas e eficazes. 

A Clínica do Olhar, por exemplo, posiciona-se como pioneira, incentivando a colaboração entre especialistas para um ecossistema de saúde visual mais robusto e eficiente. 

Leia a entrevista completa na OftalPro 69.

24 Novembro 2025
Entrevistas

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