UMinho desenvolve lentes coloridas para daltónicos

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De acordo com um artigo publicado no Jornal de Notícias, “na visão temos quatro sensores que nos permitem ver. Um deles funciona em condições de muito baixa iluminação, mas não permite ver cores. Depois, temos outros três sensores que ao funcionarem em conjunto permitem termos a visão das cores. Um é sensível na zona dos azuis, outro na zona dos verdes e outro na zona dos vermelhos. Se há alterações a esta sensibilidade ou falta um dos sensores, temos ai daltonismo”.

A explicação é do investigador da Universidade do Minho (UMinho), João Linhares, que está a coordenar, com Sérgio Nascimento e o mestrando Rúben Pastilha, o desenvolvimento de umas lentes coloridas que prometem melhorar o dia a dia de alguns daltónicos, ao permitir-lhes passar a discriminar as cores que tradicionalmente são confundidas.

É no único laboratório do país especializado em visão das cores, no centro de Física da UMinho, que esta inovação está a ganhar forma. A investigação começou há dez anos pelas mãos de Sérgio Nascimento, atualmente fora do país. Os investigadores estimam que, até ao final do ano, já terão as lentes nas suas mãos e, depois, será possível passar para a fase de validação e dos testes. “Terão o custo dos óculos de sol de gama média a alta”, considera João Linhares.

31 Julho 2017
Lentes e equipamentos

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