“É diferente anunciar uma má notícia quando ela já é esperada”

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Falámos com alguns médicos oftalmologistas sobre a forma de comunicar más notícias. Hoje temos a opinião de Manuela Cidade.

OftalPro: Quais são as principais dificuldades que sente quando tem de comunicar más notícias a um paciente?

Manuela Cidade: Há sempre algum constrangimento. A dificuldade existe sempre mas é variável. É diferente anunciar uma má notícia quando ela já é esperada. É diferente atribuir um mau prognóstico a uma criança ou jovem do que a um adulto idoso (apesar de sabermos que o drama pessoal poderá ser semelhante ou até eventualmente maior para este último…). Em caso de cegueira, penso que para além do seu anúncio, devemos logo dar pistas quanto aos caminhos a percorrer pelo doente, tendo em vista a sua adaptação à situação, não esquecendo a eventual necessidade de apoio psicológico.

OF: Mas, como é que se dá uma má notícia?

MC: Com cuidado e simpatia. Desconheço alguma fórmula que simplifique a situação. As circunstâncias e os intervenientes fazem variar o ‘modus faciendi’.

Artigo completo na OftalPro 34, brevemente disponível.

26 Agosto 2016
Entrevistas

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