A questão da adesão à terapia

Imagem da notícia: A questão da adesão à terapia

Falámos com alguns oftalmologistas sobre a forma de comunicar com os pacientes. Hoje destacamos a opinião de José Guilherme Monteiro.

OftalPro: Quais são as principais dificuldades que sentem na questão da adesão à terapia?

José Guilherme Monteiro: Deixando de lado algumas situações excecionais, é quase sempre um problema dos tratamentos crónicos, como na diabetes ou no glaucoma. Há três fatores diferentes, embora interligados. O primeiro diz respeito ao medicamento – quanto maior for a incomodidade da sua utilização (efeitos secundários, número de aplicações diárias, utilização crónica) pior a adesão. O segundo concerne ao doente, que deve compreender a gravidade do quadro clínico e a necessidade da terapêutica para evitar ou minimizar complicações futuras. O último refere-se ao médico, que deve investir o tempo necessário para que o doente perceba a necessidade do tratamento apesar do seu incómodo.

OF: Porquê é que alguns doentes não seguem as terapias aconselhadas pelos médicos?

JGM: Um dos grandes problemas atuais é a enorme quantidade de informação veiculada para os doentes e a dificuldade ou impossibilidade de eles distinguirem o que é informação correta, informação distorcida, publicidade ou publicidade enganosa. Na ausência dos conhecimentos técnicos necessários – o que é independente do nível cultural – o doente pode ser levado a uma escolha incorreta.

Leia o artigo completo na OftalPro 33!

 

21 Junho 2016
Entrevistas

`

Notícias relacionadas

“O glaucoma pediátrico exige uma rede que vá muito além da clínica”

A Associação Nacional de Glaucoma Pediátrico (ANGP) apoia crianças com glaucoma pediátrico e as suas famílias, numa área ainda marcada por falta de informação e acompanhamento. Em entrevista à OftalPro, a presidente Dora Rolo destaca os principais desafios em Portugal, o papel da associação e a importância da colaboração com a comunidade médica.

Ler mais 25 Março 2026
EntrevistasOftalmologia

“Este projeto é uma mudança de paradigma completa”

A criação do primeiro Banco de Córneas de Cultura em Portugal permitiu à ULSSA mais do que duplicar o número de transplantes e reduzir drasticamente as listas de espera. Segundo Luís Oliveira, coordenador do programa de transplante de córnea, esta mudança de paradigma encurtou os tempos de espera, melhorou a qualidade dos tecidos disponíveis e abriu caminho à redução da dependência da importação de córneas.

Ler mais 19 Março 2026
Entrevistas