“Uma lufada de ar fresco” em Oftalmologia

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Na OftalPro 26 falámos com Manuela Cidade, médica oftalmologista de Almada e acionista da clínica ALM-Oftalmolaser, que nos contou os desafios com que se deparou na altura em que foi diretora do Serviço de Oftalmologia do Hospital Garcia da Orta.

OftalPro: Em Almada, foi diretora do Serviço de Oftalmologia do Hospital Garcia de Orta. Que medidas implementou durante o seu “mandato”, entre 2003 e 2010?

Manuela Cidade: Nasci e cresci naquela zona. Era triste observar que o Serviço de Oftalmologia daquela unidade hospitalar estava numa fase menos boa… os funcionários trabalhavam com algum desalento e o próprio hospital já não acreditava muito naquele Serviço. Aliás, o Serviço chegou mesmo a estar sem diretor durante algum tempo. A minha entrada serviu para lhe dar uma lufada de ar fresco, tentar modificar um pouco o funcionamento do Serviço e tornar a pô-lo na agenda dos serviços mais dinâmicos do país. Foi difícil, obviamente, porque o quadro era exíguo para as necessidades daquela zona (cinco oftalmologistas e dois ortoptistas para cerca de 400 mil habitantes). Foi uma batalha dura, mas tive a sorte de conseguir que as pessoas aderissem. Da parte da direção do hospital, claro que não me deram de imediato o que eu precisava e queria, mas as coisas foram andando a pouco e pouco e conseguimos realmente dar uma nova estrutura ao Serviço, modernizá-lo. Posteriormente, foram feitas obras, introduziu-se a valência de cirurgia de ambulatório e deu-se uma dinâmica diferente ao Serviço. Este processo decorreu simultaneamente à certificação do hospital e conseguimos, num tempo recorde, passar nas várias avaliações de uma maneira positiva. Todas as pessoas deram muito de si. A maior parte continua por lá e a fazer com que o Serviço vá para a frente e continue a progredir. Fico muito satisfeita! Uma das cosias que consegui foi que o Serviço tivesse idoneidade para a formação, ou seja, para ensinar Oftalmologia, para termos internos. Desde essa altura, têm entrado muitos colegas, de grande qualidade, que acabam por fazer a sua especialização e por ficar a trabalhar lá. Atualmente, o Serviço tem cerca do dobro de especialistas a trabalhar. A resposta à população é completamente diferente.

Leia a entrevista na íntegra na OftalPro 26, aqui.

5 Agosto 2014
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